Como saber se o frete está dando lucro de verdade
Faturar alto não é o mesmo que lucrar. O cálculo simples pra descobrir se uma rota está pagando as contas ou só movimentando caminhão.
Marcelo AndradeCriador do EmitirAgora2 min de leitura
Neste artigo
É comum uma transportadora fechar o mês com faturamento alto e caixa apertado. Isso acontece quando o frete é precificado olhando só pra receita, sem separar, rota por rota, quanto ela realmente custou pra rodar.
O erro mais comum: olhar o frete pelo total do mês
Quando combustível, pedágio, manutenção, comissão de motorista e seguro são lançados todos juntos, sem ligação com qual frete gerou qual custo, fica impossível saber se foi a rota A ou a rota B que deu prejuízo. O mês fecha, mas ninguém sabe o porquê do resultado.
A conta que importa: custo por quilômetro rodado
O jeito mais direto de comparar fretes diferentes é por custo por km, não por custo total da viagem (porque viagens maiores custam mais em valor absoluto, mas podem ser mais eficientes por km).
Custos que entram na conta, por viagem:
- Combustível (o maior item, normalmente)
- Pedágio
- Manutenção e desgaste do veículo (pneu, óleo, peças), rateado pela quilometragem
- Comissão ou diária do motorista
- Seguro da carga, quando cobrado por viagem
- CIOT e taxas de operação, quando houver
Soma tudo, divide pelos quilômetros rodados naquela viagem específica: esse é o seu custo por km daquela rota.
Comparando com a receita por km
Faz a mesma conta do lado da receita: valor do frete dividido pelos quilômetros da viagem. Se a receita por km está empatada ou abaixo do custo por km, a rota está operando no zero a zero ou no prejuízo, mesmo que o valor absoluto do frete pareça grande.
Por que isso costuma passar despercebido
Sem um sistema que já nasce ligando cada lançamento financeiro à origem dele (qual frete, qual veículo, qual rota), fazer essa conta vira trabalho manual de planilha, o que a maioria das transportadoras simplesmente não tem tempo de fazer toda semana. O resultado: a rota deficitária só aparece quando o caixa já apertou.
O que muda com o financeiro ligado à operação
Quando o lançamento de custo nasce vinculado à viagem (e não solto, digitado depois, de memória), o cálculo de custo por km deixa de ser um exercício manual e vira um número que já está ali, pronto, pra cada rota que você roda com frequência.
É esse o motivo de termos colocado financeiro com DRE dentro do mesmo EmitirAgora que já cuida da nota fiscal e do documento de transporte: pra fechar a conta de lucro sem depender de planilha paralela.

Escrito por
Marcelo Andrade
Criador do EmitirAgora
Programador desde 2009. Desenvolveu o EmitirAgora junto com uma transportadora em operação, a partir do que trava uma frota de verdade.
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